Saúde
Doença de Alzheimer
A doença
A doença de Alzheimer (DA) é uma enfermidade progressiva, de evolução lenta, que afeta o cérebro e é mais comum entre os idosos. Nos diferentes estágios da doença são observados vários sintomas cognitivos e comportamentais. Como a doença é progressiva, os sintomas pioram com o avançar do processo degenerativo cerebral.
Até o momento não existe cura conhecida para DA, que é a principal causa de demência irreversível em adultos. Na DA, o prejuízo intelectual piora gradualmente, indo de episódios de esquecimento até a total incapacitação mental. As alterações estruturais do cérebro são visíveis nas autópsias das pessoas que têm a DA. Apesar de não haver cura para doença, pode se fazer muito para diminuir os sintomas comportamentais e emocionais do paciente e proporcionar à família uma sensação de controle da situação.
Causas
Vários mecanismos estão envolvidos no desenvolvimento da DA. As células nervosas (neurônios) do cérebro morrem, as fibras das células do cérebro tornam-se emaranhadas, e um tipo de proteína chamada beta-amielóide cria "aglomerados" ou "placas" no cérebro. De fato, as fibras emaranhadas e as placas beta amielóides constituem dois tipos de lesões cerebrais que sempre são encontradas no cérebro dos pacientes com DA. Apesar de a causa da doença ainda não ser claramente compreendida, a DA vem sendo muito estudada por pesquisadores médicos sob diferentes enfoques, como impacto de fatores genéticos, anomalias do sistema imunológico, toxinas ambientais, presença de um vírus de ação lenta e lesões cerebrais anteriores.
Sintomas
Os médicos identificaram três fases (estágios) da DA- leve, moderada e grave. Durante o curso da doença, os sintomas e sinais variam de pessoa para pessoa, às vezes de forma bastante significativa. Por outro lado, os sintomas também não seguem uma progressão linear e consistente com o passar do tempo.
Fase 1: Início gradual com duração de 2 a 4 anos ou mais.
Sintomas: Esquecimento, distração, dificuldade de lembrar palavras, perda de objetos, pequena desorientação de tempo e lugar, diminuição da capacidade de julgamento e solução de problemas, lentidão ao realizar atividades do dia-a-dia, alterações de personalidade, emotividade excessiva, mau humor, depressão, apatias crescentes.
Fase 2: Moderada de 4 a 7 anos depois dos primeiros sintomas. Duração pode depender da saúde e da idade do paciente.
Sintomas: Grande perda de memória, desorientação espacial e mental, problemas relacionados ao raciocínio e a níveis mais elevados de pensamento, deterioração da capacidade de compreensão, problemas na execução de atividades do dia-a-dia, repetição de afirmações sem sentido, retraimento, mania de esconder e acumular coisas, ansiedade e possível paranóia, inconstância (vazio), desaprovação, depressão, uso frequente de descrições não específicas, como "coisa" ou "aquilo" (por exemplo "aquela coisa de caixa que fica na sala" para indicar a televisão), desilusão.
Fase 3: Grave e gradual com duração de 1 a 3 anos, dependendo da saúde e da idade do paciente.
Sintomas: Perda de memória de curto e longo prazo, perda completa da capacidade de comunicação, incapacidade de se reconhecer ou de reconhecer membros da família, perda de referências temporais, alucinações (visões estranhas), paranóias (excessivamente desconfiado ou medroso), perda da coordenação motora, dependência, incontinência, impossibilidade de realizar as atividades mais simples, como se sentar à mesa para as refeições, restrições ao leito, pode ser violento ou completamente retraído, pode pensar que objetos perdidos foram roubados.
Para mais informações procure a orientação de seu médico.
Referências bibliográficas: 1. Alzheimer's association. Is it Alzheimer's? Ten Warning Signs You Should Know. Chicago, III: Alzheimer Association; 1999. 2. Evans DA, Scherr PA, Cook NR et.al. Estimated prevalence of Alzheimer's disease in The United States. Milbank Q.1990; 68:267-289 3. Kawas CH, Katzman R. In: Terry RD, Katzman R, Bick KL, Sisodia SS, eds. Alzheimer disease. 2 en ed. Philadelphia, Pa: Lippincott Williams & Wilkins; 1999:95-112.

